Síndrome de burnout e fibromialgia: relação e impactos na saúde dos trabalhadores
Resumo
Nos últimos tempos, os estudos relacionados aos impactos na saúde do trabalhador passaram a considerar não apenas os casos de intoxicações e epidemias, mas também as condições laborais e a organização do trabalho, uma vez que esses fatores influenciam diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores, seja pelas longas jornadas a que estão expostos, seja pela forma como o trabalho é estruturado. Nesse contexto, desequilíbrios físicos, como os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) e dores crônicas generalizadas, têm motivado recorrentes buscas por serviços de saúde ocupacional nas organizações. Diante disso, buscou-se investigar a possível relação entre a síndrome de Burnout e a fibromialgia em trabalhadores expostos a condições precárias de trabalho, bem como analisar a prevalência de sintomas dolorosos generalizados em indivíduos com transtornos mentais, como depressão, ansiedade e Burnout. Trata-se de uma pesquisa de campo exploratória que incluiu buscas na plataforma Google Acadêmico, considerando estudos publicados entre 2010 e 2024, além de livros digitais e sites governamentais, utilizando como palavras-chave: síndrome de Burnout, saúde do trabalhador, fibromialgia e trabalho. Ao todo, foram identificados 42 estudos, dos quais foram selecionados aqueles coerentes com o tema e com o recorte temporal proposto. Após a análise, observou-se que apenas um estudo indicava a possibilidade de relação entre distúrbios osteomusculares e transtornos mentais relacionados ao trabalho, além de se constatar a presença de informações desatualizadas sobre a Classificação Internacional de Doenças em site governamental. A análise dos dados sugere que a prevalência de sintomas osteomusculares em indivíduos com transtornos psicológicos aponta para uma correlação entre essas condições, evidenciando que a forma de organização do trabalho tem impacto significativo na saúde mental e, consequentemente, física dos trabalhadores. Assim, o aumento de sintomas físicos dolorosos em trabalhadores com transtornos mentais indica a necessidade de melhor adequação das condições do ambiente laboral e da organização do trabalho, promovendo a saúde e prevenindo doenças decorrentes de condições precárias, marcadas por pressão por tempo e metas inatingíveis, às quais estão expostos trabalhadores dos setores público e privado. Por fim, destaca-se a necessidade de continuidade dos estudos sobre essa temática, considerando o ainda reduzido número de publicações que correlacionam a síndrome de Burnout e a fibromialgia.
Palavras-chave: síndrome de Burnout; saúde do trabalhador; Fibromialgia; trabalho.
Abstract
In recent years, studies on the impacts on workers’ health have expanded beyond cases of intoxication and epidemics to include working conditions and the organization of work, since these factors directly influence workers’ physical and mental health, whether due to long working hours or the way work is structured. In this context, physical imbalances such as work-related musculoskeletal disorders (WMSDs) and generalized chronic pain have led to frequent demands for occupational health services within organizations. Therefore, this study sought to investigate the possible relationship between Burnout Syndrome and fibromyalgia in workers exposed to precarious working conditions, as well as to analyze the prevalence of generalized painful symptoms in individuals with mental disorders such as depression, anxiety, and burnout. This is an exploratory field study that included searches on Google Scholar, considering studies published between 2010 and 2024, as well as digital books and government websites, using the following keywords: Burnout Syndrome; workers’ health; fibromyalgia; work. In total, 42 studies were identified, from which those consistent with the topic and time frame were selected. After analysis, it was observed that only one study indicated the possibility of a relationship between musculoskeletal disorders and work-related mental disorders, and outdated information on the International Classification of Diseases (ICD) was found on a government website. Data analysis suggests that the prevalence of musculoskeletal symptoms in individuals with psychological disorders points to a correlation between these conditions, highlighting that the way work is organized has a significant impact on workers’ mental and, consequently, physical health. Thus, the increasing presence of painful physical symptoms in workers with mental disorders indicates the need for better adaptation of workplace conditions and work organization, promoting health and preventing diseases resulting from precarious conditions characterized by time pressure and unattainable goals, to which workers in both public and private sectors are exposed. Finally, the need for further studies on this topic is emphasized, given the still limited number of publications correlating Burnout Syndrome and fibromyalgia.
Keywords: Burnout Syndrome; workers’ health; fibromyalgia; work.
Resumen
En los últimos años, los estudios relacionados con los impactos en la salud de los trabajadores han dejado de centrarse únicamente en los casos de intoxicaciones y epidemias para incluir también las condiciones laborales y la organización del trabajo, ya que estos factores influyen directamente en la salud física y mental de los trabajadores, tanto por las largas jornadas a las que están expuestos como por la forma en que el trabajo está estructurado. En este contexto, los desequilibrios físicos, como los trastornos musculoesqueléticos relacionados con el trabajo (TMERT) y los dolores crónicos generalizados, han generado una demanda recurrente de servicios de salud ocupacional en las organizaciones. En este sentido, se buscó investigar la posible relación entre el síndrome de Burnout y la fibromialgia en trabajadores expuestos a condiciones laborales precarias, así como analizar la prevalencia de síntomas dolorosos generalizados en individuos con trastornos mentales, como depresión, ansiedad y Burnout. Se trata de una investigación de campo exploratoria que incluyó búsquedas en Google Académico, considerando estudios publicados entre 2010 y 2024, además de libros digitales y sitios web gubernamentales, utilizando como palabras clave: síndrome de Burnout; salud del trabajador; fibromialgia; trabajo. En total, se identificaron 42 estudios, de los cuales se seleccionaron aquellos coherentes con el tema y el período propuesto. Tras el análisis, se observó que solo un estudio indicaba la posibilidad de relación entre los trastornos musculoesqueléticos y los trastornos mentales relacionados con el trabajo, además de constatar la presencia de información desactualizada sobre la Clasificación Internacional de Enfermedades (CIE) en un sitio gubernamental. El análisis de los datos sugiere que la prevalencia de síntomas musculoesqueléticos en personas con trastornos psicológicos señala una correlación entre estas condiciones, evidenciando que la forma de organización del trabajo tiene un impacto significativo en la salud mental y, en consecuencia, física de los trabajadores. Así, el aumento de síntomas físicos dolorosos en trabajadores con trastornos mentales indica la necesidad de mejorar las condiciones del entorno laboral y la organización del trabajo, promoviendo la salud y previniendo enfermedades derivadas de condiciones precarias, caracterizadas por presión de tiempo y metas inalcanzables, a las que están expuestos trabajadores del sector público y privado. Por último, se destaca la necesidad de continuar los estudios sobre esta temática, considerando el aún reducido número de publicaciones que correlacionan el síndrome de Burnout y la fibromialgia.
Palabras clave: síndrome de Burnout; salud del trabajador; fibromialgia; trabajo.
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