O serviço social em cuidados paliativos na oncologia
Resumo
O presente artigo origina-se do trabalho de conclusão de especialização e tem como objetivo analisar a inserção do Serviço Social em Cuidados Paliativos em Oncologia. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, desenvolvida a partir de fontes secundárias, como materiais disponibilizados Instituto Nacional de Câncer, conteúdo das disciplinas, legislações e manuais sobre Cuidados Paliativos, selecionados por meio de palavras chaves: Cuidados Paliativos, Serviço Social, Assistente Social e Oncologia. A opção metodológica justifica-se pela ampla disponibilidade produções teóricas sobre o tema em bases digitais. O estudo apresenta uma contextualização histórica sobre Cuidados Paliativos e seus princípios, seguida de uma análise da trajetória do Serviço Social na Política de Saúde, com ênfase em sua atuação no campo dos Cuidados Paliativos. Destaca-se que a prática paliativista tem como centralidade a promoção da qualidade de vida de pacientes com doenças que ameaçam a vida, sem possibilidade de cura, considerando de forma integrada os aspectos físicos, sociais, emocionais, mentais e espirituais, bem como o acompanhamento dos familiares. Nesse contexto, compreende-se que o/a Assistente Social atua como mediador/a no acesso a direitos sociais, evidenciando sua relevância diante das possibilidades e dos limites institucionais de intervenção no cuidado ao paciente e à família. Sua inserção na equipe multiprofissional mostra-se fundamental, especialmente no acolhimento, na escuta qualificada e na mediação das demandas decorrentes do processo de adoecimento e finitude, contribuindo para a construção do plano de cuidado de forma interdisciplinar. Ademais, a recente institucionalização dos Cuidados Paliativos no âmbito do Sistema Único de Saúde, a partir da Portaria GM/MS n.º 3.681/2024, reforça a necessidade de ampliação e qualificação das equipes, evidenciando a centralidade do Serviço Social nesse campo de atuação. Considerando dados da Organização Mundial da Saúde, estima-se que, até 2050, o Brasil terá 1,15 milhão de novos casos de câncer, representando um aumento de 83,5% em relação a 2022, o que intensifica a demanda por cuidados integrais e interdisciplinares.
Palavras-chave: cuidados paliativos; serviço social; assistente social; oncologia.
Abstract
This article originates from a specialization conclusion paper and aims to analyze how oncology palliative care settings insert social work practices. This bibliographical research utilizes secondary sources, including materials from the National Cancer Institute, course content, legislation, and palliative care manuals. The study selects these resources using specific keywords: Palliative Care, Social Work, Social Worker, and Oncology. The wide availability of theoretical productions across digital databases justifies this methodological choice. The study presents a historical contextualization of palliative care and its principles, before analyzing the trajectory of social work within health policy, emphasizing its performance in palliative care. Palliative practice centers on promoting quality of life for patients with incurable, life-threatening illnesses by integrally considering physical, social, emotional, mental, and spiritual aspects, while also monitoring family members. In this context, the social worker acts as a mediator for accessing social rights, which proves their relevance despite institutional limits and possibilities regarding patient and family care. Their presence within the multidisciplinary team is essential, especially for welcoming patients, providing qualified listening, and mediating demands from the illness and finitude process to build an interdisciplinary care plan. Furthermore, the recent institutionalization of palliative care within the Unified Health System (SUS), through Ordinance GM/MS No. 3,681/2024, reinforces the need to expand and qualify teams, highlighting the significant role of social work in this field. Finally, World Health Organization data projects that Brazil will face 1.15 million new cancer cases by 2050, an 83.5% increase compared to 2022, which intensifies the demand for comprehensive, interdisciplinary care.
Keywords: palliative care; social work; social worker; oncology.
Resumen
El presente artículo se origina en el trabajo de conclusión de especialización y tiene como objetivo analizar la inserción del Trabajo Social en Cuidados Paliativos en Oncología. Se trata de una investigación bibliográfica, desarrollada a partir de fuentes secundarias, como materiales disponibles en el Instituto Nacional de Cáncer, contenido de las asignaturas, legislaciones y manuales sobre Cuidados Paliativos, seleccionados mediante palabras clave: Cuidados Paliativos, Trabajo Social, Trabajador Social y Oncología. La opción metodológica se justifica por la amplia disponibilidad de producciones teóricas sobre el tema en bases digitales. El estudio presenta una contextualización histórica sobre los Cuidados Paliativos y sus principios, seguida de un análisis de la trayectoria del Trabajo Social en la Política de Salud, con énfasis en su actuación en el campo de los Cuidados Paliativos. Se destaca que la práctica paliativista tiene como eje central la promoción de la calidad de vida de pacientes con enfermedades que amenazan la vida, sin posibilidad de curación, considerando de forma integrada los aspectos físicos, sociales, emocionales, mentales y espirituales, así como el acompañamiento de los familiares. En este contexto, se comprende que el/la Trabajador/a Social actúa como mediador/a en el acceso a los derechos sociales, evidenciando su relevancia frente a las posibilidades y los límites institucionales de intervención en el cuidado al paciente y a la familia. Su inserción en el equipo multiprofesional resulta fundamental, especialmente en la acogida, en la escucha cualificada y en la mediación de las demandas derivadas del proceso de enfermedad y finitud, contribuyendo a la construcción del plan de cuidado de forma interdisciplinaria. Además, la reciente institucionalización de los Cuidados Paliativos en el ámbito del Sistema Único de Salud, a partir de la Ordenanza GM/MS n.º 3.681/2024, refuerza la necesidad de ampliación y cualificación de los equipos, evidenciando la centralidad del Trabajo Social en este campo de actuación. Considerando datos de la Organización Mundial de la Salud, se estima que, para 2050, Brasil tendrá 1,15 millones de nuevos casos de cáncer, lo que representa un aumento del 83,5% en comparación con 2022, intensificando la demanda de cuidados integrales e interdisciplinarios.
Palabras clave: cuidados paliativos; trabajo social; trabajador social; oncología.
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Referências
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