Influência de variáveis sociodemográficas na percepção de assédio moral no trabalho no âmbito do Sistema Único De Assistência Social (SUAS)

Autores

Resumo

O assédio moral no trabalho (AMT) é um fenômeno que afeta a saúde mental e a produtividade dos trabalhadores. Este estudo investigou como fatores sociodemográficos, como idade, gênero, escolaridade, etnia, estado de origem e deficiência, influenciam a percepção do AMT no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Com 747 participantes (média de 38,34 anos), principalmente mulheres (88,6%), foi utilizado um questionário sociodemográfico e a Escala Laboral de Assédio Moral (ELAM). O estudo revelou que o gênero não afeta a frequência do AMT, pois homens e mulheres o experienciam de forma semelhante. No entanto, trabalhadores jovens estão mais expostos ao assédio, possivelmente devido à precarização das condições de trabalho e perda de direitos após reformas trabalhistas. Indivíduos pretos relataram mais AMT motivado por preconceito, evidenciando desigualdades raciais. A deficiência não teve efeito significativo sobre o AMT, mas poucos participantes se identificaram como PCD. Diferenças regionais apontam a necessidade de considerar características culturais e econômicas locais. Em algumas áreas, práticas tradicionais de dominação influenciam o ambiente de trabalho. Em estados como São Paulo, a cultura competitiva pode aumentar a percepção do assédio, enquanto em Santa Catarina formas sutis podem ser subnotificadas. Compreender essas interações é crucial para desenvolver intervenções eficazes contra o AMT.

Palavras-chaves: Assédio Moral no Trabalho (AMT); Trabalhadoras/es do SUAS; características sociodemográficas; Sistema Único da Assistência Social (SUAS).

Abstract

Moral harassment at work (MHW) is a phenomenon that affects workers' mental health and productivity. This study examined how sociodemographic factors such as age, gender, education, ethnicity, state of origin, and disability influence the perception of MHW within the Unified Social Assistance System (SUAS). With 747 participants (average age of 38.34 years), primarily women (88.6%), a sociodemographic questionnaire and the Workplace Bullying Scale (WBS) were used. The study found that gender does not affect the frequency of MHW, as both men and women experience it similarly. However, younger workers are more exposed to bullying, possibly due to the precariousness of working conditions and loss of rights following labor reforms. Black individuals reported higher levels of MHW motivated by prejudice, highlighting racial inequalities. Disability did not have a significant effect on MHW, but few participants identified as disabled. Regional differences emphasize the need to consider local cultural and economic characteristics. In some areas, traditional practices of domination influence the work environment. In states like São Paulo, the competitive culture may heighten the perception of bullying, while in Santa Catarina, subtle forms might go underreported. Understanding these interactions is crucial for developing effective interventions against MHW.

Keywords: Moral Harassment at Work (MHW); Workers of SUAS (Unified Social Assistance System); sociodemographic characteristics; Unified Social Assistance System (SUAS).

Resumen

El acoso moral en el trabajo (AMT) es un fenómeno que afecta la salud mental y la productividad de los trabajadores. Este estudio investigó cómo factores sociodemográficos, como edad, género, nivel educativo, etnia, estado de origen y discapacidad, influyen en la percepción del AMT en el Sistema Único de Asistencia Social (SUAS). Con 747 participantes (edad media de 38,34 años), principalmente mujeres (88,6%), se utilizó un cuestionario sociodemográfico y la Escala Laboral de Acoso Moral (ELAM). El estudio reveló que el género no afecta la frecuencia del AMT, ya que hombres y mujeres lo experimentan de manera similar. Sin embargo, los trabajadores jóvenes están más expuestos al acoso, posiblemente debido a la precarización de las condiciones laborales y la pérdida de derechos tras reformas laborales. Las personas negras reportaron más AMT motivado por prejuicio, evidenciando desigualdades raciales. La discapacidad no tuvo un efecto significativo sobre el AMT, aunque pocos participantes se identificaron como personas con discapacidad. Las diferencias regionales indican la necesidad de considerar características culturales y económicas locales. En algunas regiones, prácticas tradicionales de dominación influyen en el ambiente laboral. En estados como São Paulo, la cultura competitiva puede aumentar la percepción del acoso, mientras que en Santa Catarina formas más sutiles pueden estar subreportadas. Comprender estas interacciones es crucial para desarrollar intervenciones eficaces contra el AMT.

Palabras clave: Acoso moral en el trabajo (AMT); trabajadores/as del SUAS; características sociodemográficas; Sistema Único de Asistencia Social (SUAS).

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Publicado

2026-06-29