Doenças Autoimune: Encefalite Límbica

Autores

  • Beatriz Zerbatto De Souza
  • Gabrielle Gaspari Menegotto
  • Mariana Pazello Chedid
  • Natalia Ayumi Watanabe
  • Nicole Aparecida Zambão
  • Stephanie Dynczuki Navarro
  • Camila Nunes De Morais Ribeiro
  • João Luiz Coelho Ribas

Resumo

A encefalite límbica pode ser uma doença de etiologia infecciona ou então autoimune. A encefalite infecciona é causada pela entrada de um microrganismo no cérebro, sendo o mais comum o vírus herpes simplex. Quando se trata da encefalite de causa autoimune, esta ainda pode ser subdivida em paraneoplásica e não paraneoplásica. Diz-se que uma encefalite autoimune é paraneoplásica quando está inicia a degradação do cérebro devido a presença de algum tipo de câncer localizado em outros órgãos, normalmente o carcinoma de células do pulmão ou então câncer de testículo. Isso ocorre porque os anticorpos produzidos pelo organismo devido a presença do câncer perdem a capacidade de reconhecer o próprio do não próprio, acarretando no ataque às próprias estruturas do sistema límbico e, consequentemente, levando a uma inflamação crônica. Na encefalite autoimune não paraneoplásica também ocorre o ataque as estruturas do sistema límbico, porém os anticorpos formados não são produzidos devido à presença de algum tipo de câncer. Esses anticorpos atacam a membrana celular dos neurônios, resultando na destruição das proteínas dos canais de potássio dependentes de voltagem e consequentemente diminuindo a velocidade em que os sinais elétricos se propagam pelo cérebro. Os sintomas mais comuns associados à esta doença autoimune são: mudanças no humor, perda de memória, convulsões e problemas de cognição. O diagnóstico pode ser dado através de alguns exames, como ressonância magnética (RM) e eletroencefalograma (EEG), além de um exame que realiza a identificação dos anticorpos presentes no organismo. O tratamento mais comum é feito através da imunoterapia, utilizando-se corticosteroides associados a imunoglobulinas intravenosas, alguns pacientes podem apresentar melhora significativa, enquanto outros sequelas neurológicas permanentes.

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Publicado

2019-10-24

Edição

Seção

Artigo